Osmar Camargo da Silva

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Osmar Camargo da Silva
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Comentário · há 3 anos
Em suma, terceiriza-se o trabalho, mas não os perigos, os riscos. Pelo menos atualmente não. Afinal, o "quintal" onde o trabalhador está não é dele, nem o telhado, nem a fachada que são altos... Então o risco de cair existe nesse local, por exemplo.

O trabalhador brasileiro ainda não está preparado para cuidar de si para que comece assumir responsabilidades pelas exposições às possibilidades de dano ao seu próprio corpo. Prova disso é que encontramos pessoas sobre andaime ou em outro local elevado sem fixar cinto de segurança se o estiver usando, exposto a pó sem usar proteção respiratória, andaime sem fixação/montagem adequadas, escadas mal apoiadas ou mal utilizadas, uso de ferramenta ruidosa sem a devida proteção auditiva, não utilização de óculos de proteção, manuseio de materiais e/ou produtos sem utilização de luvas etc.

Dificilmente algum desse trabalhador vai se proteger por iniciativa própria. Quando isso acontece, nossa reação é como se essa pessoa achasse uma soma de dinheiro e devolvesse ao dono (UAU!), isto é, faremos uma apoteose de algo que deveria ser obvio, natural.

Um dia, talvez, os legisladores encontrem um meio termo, onde o trabalhador passa a ser mais responsável em cuidar de si, onde no ambiente de trabalho receberia todas as informações dos perigos/riscos, analisaria as condições de trabalho e em contrato formal, terá ganho suficiente para arcar com os custos de sua proteção e ter aí a consciência da necessidade de trabalhar de forma segura.
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